Descrição
A iniciativa tomada pela Fundação Astrojildo Pereira e pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, de Alagoas, com os apoios ainda da Fundação Casa de Jorge Amado, da Bahia, e do Centro de Excelência Nelson Mandela, de Sergipe, de reeditar a obra Memorial dos Palmares representa um marco em minha trajetória pessoal e cultural. Ainda mais que, precisamente neste ano de 2025, completo cinquenta anos de dedicação ao estudo do Quilombo dos Palmares.
Palmares como forma de me apegar às bases da formação nacional brasileira. Ou seja, o Quilombo dos Palmares, como apontou Edison Carneiro, tinha sido uma autêntica luta de classes e, sob essa ótica, a sua trajetória se confundia com a própria trajetória do país ainda em gestação, uma vez que revelava que uma transição estava em curso, qual seja, a passagem do mundo das tribos, aquele dos índios, para uma sociedade classista. No lugar das roças indígenas, o latifúndio; no lugar dos homens livres, os homens escravizados. E isso ocorreu já por volta de 1590, 1595, quando praticamente surge o Quilombo.
Tiradentes/MG, setembro de 2025.
Ivan Alves Filho

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