Um #ProgramaDiferente histórico sobre jornalismo e democracia com José Hamilton Ribeiro e os 40 anos do assassinato de Vladimir Herzog pela ditadura

O #ProgramaDiferente deste domingo, Dia dos Pais, com personagens que fazem parte da História do Brasil, é bastante emblemático para o jornalismo e sobre a redemocratização do país: entrevista o "repórter do século" José Hamilton Ribeiro e debate os 40 anos do assassinato de Vladimir Herzog pela ditadura militar.

A abertura na voz de Elis Regina, com a música de João Bosco e Aldir Blanc que simboliza a luta de toda uma geração e homenageia especialmente uma das nossas convidadas, Clarice Herzog, dá o tom do programa: "Chora, a nossa pátria mãe gentil, choram Marias e Clarices, no solo do Brasil. Eu sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente...". ASSISTA.

Com 80 anos de idade e 60 de profissão, José Hamilton Ribeiro é mais conhecido hoje por ser repórter e editor do programa Globo Rural, mas tem uma história extraordinária no jornalismo brasileiro e mundial.

Ele conta um pouco dessa trajetória, desde a sua participação na cobertura da Guerra do Vietnã, pela revista Realidade (que antecedeu a Veja), ocasião em que perdeu a perna ao pisar em uma mina terrestre. Assista a íntegra da entrevista.

Há ainda o debate histórico sobre os 40 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, com a presença da viúva Clarice Herzog, do filho Ivo Herzoge do amigo Audálio Dantas, outra lenda do jornalismo, que era o presidente do sindicato da categoria em 1975 e participou ativamente daquele momento fundamental do país. Assista a íntegra do debate.

Parece oportuno rememorar a morte de Herzog e o seu significado no momento em que vivemos o agravamento da crise política e institucional, com proporções e consequências ainda imensuráveis.

O #ProgramaDiferente é exibido na TVAberta de São Paulo todos os domingos, às 21h30.

Na internet, está disponível na TVFAP.net e em programadiferente.com na íntegra. Assista.


Uniquely productize next-generation opportunities

Appropriately pontificate synergistic para digms whereas 24/7 "outside the box". Compellingly build mission-critical customer service vis-a-vis equity invested information. Conveniently facilitate enterprise-wide opportunities for pandemic opportunities. Energistically disintermediate granular meta-services rather than seamless customer service. Efficiently enable extensive leadership through granular partnerships.

Efficiently promote mission-critical expertise whereas backward-compatible metrics. Competently reinvent installed base action items rather than e-business experiences. Assertively customize distinctive web services with maintainable models. Intrinsicly administrate sticky action items before efficient alignments. Competently morph cross-media scenarios for scalable bandwidth.

Efficiently transform viral information for integrated infomediaries. Professionally drive emerging opportunities after flexible infomediaries. Assertively disseminate emerging value with tactical vortals. Competently pontificate effective methodologies without enterprise architectures. Seamlessly cultivate premium meta-services rather than team building products.

Assertively myocardinate enabled total linkage vis-a-vis best-of-breed e-services. Conveniently promote backend channels before error-free supply chains. Monotonectally transform flexible.


Dramatically integrate viral technologies

Seamlessly syndicate out-of-the-box quality vectors via multimedia based bandwidth. Monotonectally supply team driven quality vectors via mission-critical networks. Efficiently leverage existing top-line communities for business human capital. Interactively evisculate proactive data vis-a-vis premium information. Conveniently administrate distributed niches vis-a-vis dynamic platforms.

Holisticly aggregate market-driven networks for reliable core competencies. Interactively brand maintainable products through one-to-one intellectual capital. Globally simplify leading-edge schemas with one-to-one leadership. Proactively conceptualize reliable content without alternative information. Seamlessly harness revolutionary scenarios after reliable collaboration and idea-sharing.

Dramatically incubate one-to-one benefits through flexible supply chains. Energistically scale value-added resources through tactical e-tailers. Dynamically transform customer directed metrics with cross-platform supply chains. Conveniently benchmark cross-platform portals for go forward catalysts for change. Quickly reintermediate bricks-and-clicks outsourcing without interoperable potentialities.

Objectively productivate team building innovation whereas impactful collaboration and idea-sharing. Dramatically maximize B2C functionalities for cross-unit networks.


Compellingly administrate vertical strategic theme areas

Collaboratively grow bricks-and-clicks outsourcing and vertical leadership skills. Professionally deploy diverse results without strategic value. Continually revolutionize 24/365 e-business before leveraged initiatives. Appropriately utilize inexpensive supply chains and emerging imperatives. Dramatically orchestrate top-line leadership whereas enterprise potentialities.

Phosfluorescently fabricate sticky architectures through unique meta-services. Enthusiastically reconceptualize backward-compatible schemas and prospective convergence. Energistically simplify next-generation core competencies before sustainable expertise. Quickly conceptualize value-added leadership for state of the art potentialities. Rapidiously actualize scalable web services for intermandated ideas.

Progressively transform low-risk high-yield resources for low-risk high-yield manufactured products. Completely predominate premier alignments via unique vortals. Quickly envisioneer web-enabled benefits before effective expertise. Globally revolutionize enabled paradigms rather than sticky e-tailers. Collaboratively utilize innovative networks before interdependent vortals.

Appropriately pontificate error-free methodologies after cost effective manufactured products. Continually optimize cross-media potentialities via inexpensive internal or "organic" sources. Proactively reintermediate customer.


Synergistically fabricate backend niches

Efficiently network prospective content without performance based data. Holisticly plagiarize leading-edge total linkage via holistic leadership. Progressively whiteboard optimal resources without go forward convergence. Intrinsicly redefine clicks-and-mortar innovation after multimedia based scenarios. Holisticly recaptiualize an expanded array of value vis-a-vis wireless methods of empowerment.

Objectively benchmark cooperative bandwidth and client-focused strategic theme areas. Rapidiously create global experiences for standardized systems. Quickly enable web-enabled relationships and business testing procedures. Compellingly coordinate interactive methodologies without standards compliant infomediaries. Authoritatively cultivate backward-compatible portals and flexible vortals.

Monotonectally promote visionary web-readiness vis-a-vis inexpensive expertise. Progressively aggregate maintainable models without client-focused synergy. Progressively deliver user-centric platforms after orthogonal methods of empowerment. Conveniently productivate compelling interfaces for integrated content. Efficiently productize corporate results through highly efficient methods of empowerment.

Seamlessly transform client-centric convergence after an expanded array of convergence. Compellingly leverage existing superior potentialities.


Entrevista com o teólogo e filósofo Leonardo Boff

O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, entrevista o teólogo, filósofo, escritor e professor universitário Leonardo Boff, maior expoente da Teologia da Libertação no Brasil, exatamente no dia em que completou 50 anos da sua partida para fazer doutorado em Teologia e Filosofia na Alemanha, na Universidade de Munique, onde passou cinco anos. Assista.

Embarcado no navio que o levaria à Alemanha pelo então professor e coordenador dos estudantes de Petrópolis, recebeu dele, na época, em 1965, um bilhete que guarda até hoje: "O Brasil precisa de pessoas inteligentes, que ajudem a pensar a nossa realidade, muito complexa. Vá em nome de Deus".

Quem foi o autor do bilhete? Paulo Evaristo Arns, frade franciscano que se tornaria cardeal-arcebispo de São Paulo em 1970, igualmente adepto dos direitos humanos, da justiça social e da teologia para os pobres na perspectiva da sua libertação.

Já a tese de doutorado, um calhamaço de 600 páginas, toda escrita em alemão, que lançava as bases da Teologia da Libertação, foi aceita e publicada por um teólogo daquele país. Seu nome? Joseph Ratzinger, que ao se tornar cardeal aplicaria as punições que acabaram por afastar o Frei Leonardo Boff da Igreja e, décadas mais tarde, seria eleito Papa e adotaria o nome de Bento XVI.

Nesta entrevista exclusiva, Leonardo Boff conta um pouco da sua trajetória como religioso e intelectual; fala dessa relação conturbada com o Papa Bento XVI, de quem era amigo e por quem acabou perseguido; mostra entusiasmo com o Papa Francisco, que "tem a ternura de São Francisco e o rigor de um jesuíta", além de introduzir "uma ruptura com a velha cristandade européia e abrir o horizonte como nenhum outro papa abriu".

Ele também fala do papel da Igreja num Estado Laico, de política, democracia, ideologia, esquerda x direita, economia global, extremismo religioso, fundamentalismo, violência e da onda conservadora que desponta no mundo. Faz ainda uma defesa apaixonada do meio ambiente.

Critica o PT, que "se deixou contaminar pelo poder e perdeu a sua vinculação orgânica com a base", mas também "as forças poderosas, as grandes corporações multinacionais que pressionam os governos e não querem as políticas sociais".

Genézio Darci Boff, ou simplesmente Leonardo Boff, diz que, aos 76 anos, continua o mesmo que ingressou na ordem franciscana aos 21 anos. Além de assistir esta entrevista exclusiva, você pode acompanhar abaixo a íntegra da palestra ministrada no Sesc Pinheiros, encerrando a "Campanha de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa", com o tema “Em 2050 seremos muitos: o cuidado começa agora” e a conferência "Cuidado: maneira amorosa de se relacionar com os outros".


Prisão de Dirceu demonstra que é preciso criar um novo governo para mudar rumos, diz Freire

"A ingovernabilidade está instalada no país", observa presidente do PPS. O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse, nesta segunda-feira (03), que a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu “demonstra que é preciso criar no país um novo governo para que ele possa, junto com a Justiça, corrigir os rumos do Brasil”. No entender de Freire, “há o encaminhamento de que o impeachment pode se tornar necessário”.

Freire observou que o momento é de atenção ao fato de que o país precisa se preparar “para fazer a intervenção constitucional, legítima para dar um paradeiro nisso tudo”. “A ingovernabilidade está instalada no país”, observou. O presidente frisou ainda que os poderes Legislativo e Judiciário estão “garantindo a institucionalidade democrática”.

A prisão de Dirceu, analisou o parlamentar, é “um episódio a mais, lamentável em todos os sentidos”.

“José Dirceu já é um condenado. O importante em mais essa fase da operação Lava Jato é que a Justiça está cumprindo seu papel”, disse Freire. Segundo ele, o PT continua a se comportar como uma organização criminosa, conforme definiu o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, durante julgamento do mensalão. “Lamentável isso”, salientou.

Na avaliação de Roberto Freire, o processo e as punições do mensalão não serviram como advertência ao PT de que era preciso parar com as atividades que envolviam corrupção, conforme demonstra o caso de Dirceu, que continuou a delinquir dentro da prisão, segundo a Polícia Federal.

A PF classificou Dirceu como o homem que instituiu o esquema de propina em contratos da Petrobras ainda no governo Luiz Inácio Lula da Silva, como ministro chefe da Casa Civil, posto em que definia os ocupantes de cargos na máquina administrativa. Atuava como um dos líderes do petrolão, que ordenava o que as pessoas colocadas por ele em postos-chave na companhia petrolífera deviam fazer para viabilizar a corrupção.

O comando da Polícia Federal e o Ministério Público Federal afirmam que o petrolão é uma repetição do esquema do mensalão e que Dirceu foi seu beneficiário pessoal. No mensalão, ele viabilizava o favorecimento do seu partido, o PT.

José Dirceu foi preso na manhã desta segunda-feira em Brasília, na 17 ª fase da Operação Lava-Jato. Além dele, também foram presos o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-assessor de Dirceu, Roberto Marques, e o dono da empresa de informática Consist, Pablo Kipersmit.

Por: Valéria de Oliveira

Fonte: Assessoria PPS


#ProgramaDiferente apresenta uma "Terra de Ninguém" insustentável, desgovernada e desconhecida chamada Brasil

O #ProgramaDiferente desta semana trata, em diferentes escalas, de uma "Terra de Ninguém" existente no Brasil. Seja na política partidária, com a luta da Rede Sustentabilidade de Marina Silva contra obstáculos burocráticos inimagináveis para conseguir a sua legalização, seja no meio da Floresta Amazônica com a polêmica obra da usina hidrelétrica de Jirau, ou mesmo em plena cidade de São Paulo, com abusos e omissões do plano diretor e da lei de zoneamento, o termo figurativo criado na guerra ilustra bem esses territórios não ocupados, entre duas forças beligerantes.
São todos retratos instantâneos de uma realidade desconhecida da maioria da população, mas que tem consequências catastróficas para a cidadania, o meio ambiente, a qualidade de vida, os direitos humanos e a economia do país. Enquanto a grande imprensa segue pautada pela agenda oficial do governo e por interesses do sistema econômico e político, o Brasil real continua distante da TV.

Se diante do olhar atento do mundo, em grandes centros como São Paulo, Rio e Brasília, os escândalos se sucedem num ritmo alucinante, maior até do que a capacidade de fiscalização, controle, investigação e punição, imagine no meio da Floresta Amazônica. É o que vemos no debate sobre a Usina de Jirau, mais um escândalo patrocinado pelo governo federal - este no Estado de Rondônia, marcado por crimes ambientais e trabalhistas.

O vale-tudo ditado pelo poder econômico e político provoca danos irreparáveis à biodiversidade, com forte impacto na vida e na saúde das populações locais. A Sustentabilidade não pode ser apenas um rótulo moderno para ser tratado em rodas de intelectuais, mas uma premissa básica para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, igualitária, fraterna e democrática.

Da obra escondida no meio da floresta, debatida pelos documentaristas da ONG Repórter Brasil, aos problemas urbanos do plano diretor e da lei de zoneamento da cidade de São Paulo, denunciados pela senadora Marta Suplicy. Passando ainda pelo empenho de Bazileu Margarido na luta diária pela legalização da Rede Sustentabilidade.

É esta "Terra de Ninguém" o tema que une todos os convidados desta edição do #ProgramaDiferente. O que buscamos, ainda que pareça uma luta inglória, é uma nova forma de fazer política, com ética, transparência, bom senso, dignidade e coerência. Assista.

Fala, Presidente: A saída é pelo Congresso

Freire sobre Dilma: Não há país que suporte ficar sem governo, sem comando. Diante do agravamento da crise econômica do esfacelamento político e moral de um governo que perdeu a credibilidade, o papel do Congresso, que retoma as atividades a partir desta primeira semana de agosto, será determinante para evitarmos um colapso institucional. A solução para o impasse atual passa, necessariamente, pela ação dos parlamentares, que têm plena consciência do momento delicado enfrentado pelo país graças à incompetência e à irresponsabilidade dos governos lulopetistas nos últimos 13 anos.

Com todos os seus problemas, e é evidente que eles existem, o Parlamento brasileiro vem atuando de forma independente e altiva na atual legislatura, ao contrário do que se via especialmente durante o governo Lula. A posição subalterna do Legislativo em relação aos desmandos do Executivo federal, que apostou na corrupção desbragada do mensalão e do petrolão para cooptar parlamentares, deu lugar a uma postura mais combativa e comprometida com os interesses da população, e não do governo de turno. O Parlamento não está mais de joelhos diante da Presidência da República – e isso pode ser ruim para o PT, mas é salutar para a democracia brasileira.

Como se não bastasse o esgoto a céu aberto trazido à tona pela Operação Lava Jato, com o assalto à Petrobras e as ramificações criminosas no setor elétrico que agora vieram à luz, o descalabro e a incapacidade dos governos do PT arrastaram a economia brasileira para o atoleiro em que se encontra. A alteração feita pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, reduzindo a perspectiva do Brasil de neutra para negativa, sinaliza um iminente rebaixamento do grau de investimento – espécie de “selo” de bom pagador do país – e é apenas mais uma má notícia entre as inúmeras que se acumulam nos últimos tempos.

Em julho, o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, ultrapassou os 9% no acumulado de 12 meses pela primeira vez em 12 anos. A mais nova previsão para o PIB de 2015 indica uma retração de 1,76%, o que configuraria recessão. Além disso, o dólar chegou a bater em R$ 3,44 nesta semana, alcançando o maior valor desde 2003. O desemprego também segue em alta: 8,1% no trimestre encerrado em maio, segundo o IBGE – de abril a junho, foram cortadas mais de 315 mil vagas de trabalho com carteira assinada. Para completar o quadro desastroso, a renda média mensal das famílias de janeiro a maio encolheu 6,2% em um ano, segundo estudo da consultoria “Tendências”.

Com uma presidente enfraquecida e encastelada no Palácio do Planalto, sem apoio político no Congresso e rejeitada por nove em cada dez brasileiros, caminhamos rumo à ingovernabilidade – e não há país que suporte ficar sem governo, sem comando, à mercê da crise e dos acontecimentos. É inegável que o impeachment, desejado por 63% da população de acordo com a recente pesquisa CNT/MDA, voltou à pauta nacional.

Instrumento legítimo e próprio das democracias, o impeachment está previsto na Constituição, é regulamentado por lei e já foi utilizado para afastar o hoje aliado petista Fernando Collor, em 1992, em meio à corrupção desenfreada em seu governo – na ocasião, Lula e o PT não disseram se tratar de um “golpe” e apoiaram com entusiasmo o impedimento do presidente. Tal intervenção constitucional não deve ser compreendida como um mero desejo de quem quer que seja, mas pode se impor novamente como alternativa para superarmos a crise. Se chegarmos a tanto, caberá ao Legislativo cumprir sua função institucional com a soberania e a autoridade política próprias de um Poder que já cortou na própria carne sempre que necessário, cassando mandatos de deputados envolvidos em escândalos e até do presidente da Câmara em passado recente.

Enquanto o país aguarda a decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas do governo de Dilma Rousseff, que podem ser rejeitadas em decorrência das criminosas “pedaladas fiscais”, e às vésperas das manifestações de rua programadas em todo o Brasil para o dia 16 de agosto, vivemos um momento crucial. A crise é grave, mas existem caminhos para que a superemos sem qualquer trauma institucional. A busca pela melhor solução deve zelar pelo respeito à democracia, pelo estrito cumprimento das leis e pela obediência à Constituição. A saída é pelo Congresso.

Por Roberto Freire*

Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

Fonte: Assessoria PPS


Jordy quer movimento suprapartidário para defender condução da operação Lava Jato

"Apoio à operação é tarefa da democracia e da cidadania neste momento", diz.

O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), defendeu, nesta terça-feira (28), que parlamentares de todos os partidos façam um movimento em defesa da operação Lava Jato, do juiz Sérgio Moro e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Essa é a tarefa da democracia e da cidadania neste momento”, justificou.

Para Jordy, as instituições democráticas, a opinião pública e as pessoas de bem, “independente de matizes de qualquer natureza”, devem empenhar apoio ao trabalho desenvolvido por Moro e Janot. “Trabalho que vem sofrendo ataques de gente poderosíssima e é preciso arregimentar pessoas e instituições na sua defesa”, afirmou.

Jordy adiantou que proporá à bancada do PPS, na próxima semana, que procure outros parceiros para, juntos, elaborarem uma nota de apoio à condução da operação. “Deve ser uma representação suprapartidária, de parlamentares de diversos partidos, se empenhando em defender as investigações”.

Jordy acredita que um documento elaborado por esses representantes deve ser entregue a Moro e Janot, “pela condução firme, democrática, cidadã que eles estão dando à operação, doa a quem doer”. Para o deputado, a Lava Jato corre riscos “pois mexe com muita coisa e muita gente poderosa, ainda mais agora, com a ameaça de prisão do Lula”.

Segundo o vice-líder do PPS, “estão jogando pesado para desqualificar a operação”. Jordy lembrou que a presidente Dilma Rousseff chegou a culpar a Lava Jato pela queda do PIB em 1%.

O deputado lembrou ainda que o vice-presidente Michel Temer está operando para tentar pacificar a guerra entre PT e PMDB, com o entendimento de que tanto o governo, quanto Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, quanto o PMDB têm um inimigo em comum, que é a operação que investiga a corrupção na Petrobras. “Isso está combinado com esse esquema das empreiteiras, claro”.

Ao reforçar a tese de que há uma orquestração contra a Lava Jato, Jordy salientou que os advogados das empreiteiras estão fazendo um movimento para boicotar a operação. Lembrou ainda que Cunha está tentando levar o caso para o Supremo Tribunal Federal, tirando-o da alçada da Justiça Federal do Paraná.

“O (presidente do Senado) Renan Calheiros (PMDB-AL) já está dizendo que o Senado não aprovará o nome de Rodrigo Janot, se ele for indicado para recondução ao cargo de procurador-geral da República”, ressaltou Jordy.

Fonte: Assessoria PPS


No Paraná, partido lança PPS Jovem em Fazenda Rio Grande

O PPS do município de Fazenda Rio Grande, no Paraná, lança na próxima sexta-feira (31/03), às 19 horas, o PPS Jovem. O evento acontece no Zé Branco, que fica na Rua Carlos Eduardo Nichele, 1218, bairro Pioneiros. O novo núcleo pretende mobilizar a juventude da cidade a se envolver na discussão política e atrair novos filiados para o partido. O evento contará com a presença do presidente municipal da legenda José Roberto Zanchi.

Fonte: Assessoria PPS-PR


Angra 3: Líder do PPS cobra aprovação de auditoria do TCU em contratos

O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), vai cobrar na próxima semana na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle a aprovação de proposta de sua autoria que prevê a realização pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de uma auditoria contábil, financeira, orçamentária e operacional nos contratos para a construção da Usina Nuclear de Angra 3. Um esquema de corrupção na obra é alvo da nova fase da operação Lava Jato deflagrada nesta terça-feira e que resultou na prisão do presidente licenciado da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, acusado de receber R$ 4,5 milhões em propina.

“Os contratos de Angra 3 merecem uma profunda auditoria do TCU. Agora entendemos as razões de a estimativa de gastos, que em 2008, quando do lançamento do projeto, era de R$ 7,2 bilhões, ter saltado para o dobro do valor: R$ 14,9 bilhões”, afirma Rubens Bueno.

Para o líder do PPS, as investigações da operação Lava Jato mostram que a corrupção contaminou todo o governo comandado pelo PT. “Para onde se olha há uma suspeita, uma denúncia, um esquema de corrupção e pagamento de propina. Essa irresponsabilidade do ex-presidente Lula e da presidente Dilma levou ao ponto em que chegamos, contaminando a economia e afundando o país na crise. E agora Dilma ainda tem a coragem de dizer que a Lava Jato derrubou o PIB. É muita desfaçatez”, disparou o deputado.

As irregularidade em Angra 3 foram apontadas nas delegações de Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa, e do dono da UTC, Ricardo Pessoa, que revelou à Força Tarefa da Operação Lava Jato que a negociação do contrato de construção da usina serviu para que o diretor da estatal, Valter Cardeal, cobrasse do consórcio de construtoras “doação” à campanha petista do ano passado. Entre as empreiteiras que atuam na obra estão a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Engevix e UTC Engenharia.

A proposta de fiscalização e controle que pede auditoria do TCU nos contratos foi apresentada pelo líder do PPS no último dia 13 de julho e precisa ser votada pela comissão da Câmara, antes de ser encaminhada para o TCU.

Na CPI

Já a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) apresentou requerimento na CPI da Petrobras pedindo a convocação do diretor da Eletrobrás, Valter Cardeal. Ela defende que a comissão aprove logo os pedidos de convocação e amplie sua investigação.

Fonte: Assessoria do PPS